O castelo abandonado e as capivaras-lobos
Um jogo de tabuleiro feito do zero
Você joga(va) jogo de tabuleiro?
Eu joguei durante muito tempo na minha infância e lembro de algumas coisas que eu adorava, uma delas é o design do jogo! É curioso pensar que um dia, muitos tempos depois, eu criaria um jogo (bem simples) para dar de presente de Natal para a minha irmã que é gamerdesigner.
Tudo começou com um tutorial sobre jogos de tabuleiro que encontrei na internet, a leitura não era complicada e ensinava a criar um jogo do zero. Daí, coloquei em prática o que aprendi, junto do que eu lembrava dos jogos que conhecia e o primeiro que lembrei foi o jogo Cobras e Escadas.
Eu amava jogar ele quando criança, e se resumia basicamente em subir escadas e descer pelas cobras (como se elas fossem um escorregador). Então, no meu jogo, teria escadas para subir!
Eu também queria que tivessem buracos, eu não lembro qual referência me fez pensar em buraco, mas ele costuma ser usado para fazer a peça retroceder as casas, é tipo uma cobra. Sim, no jogo Cobras e Escadas, a grande sacada é subir as escadas para alcançar a chegada final!
No tutorial do Marcelo La Carreta, sobre como fazer jogos de tabuleiros, ele diz que “para fazer um jogo, não é necessária, à princípio, uma narrativa, e sim uma estrutura. Condicionamos então um tema aos quatro aspectos de uma Quest: espaço, atores, itens e desafios. Depois é que colocamos nossa narrativa, ao sabor de um tempero.” Isso me ajudou muito a simplificar o processo de criação do jogo e de fato, a narrativa foi aparecendo com mais força depois que eu defini a estrutura do jogo!
Este (imagem a cima) foi o primeiro esboço do jogo depois que eu já tinha claro a Quest que eu estava criando. Daí, passei a limpo e a narrativa começou a ganhar uma forma mais definida.
Embora ainda não fosse definitiva, pois ao imprimir reparei que eu poderia simplificar mais ainda e possibilitar a pessoa-jogadora um jogo com um design de fácil entendimento. Então, parti para uma arte final! Daí, segui para a impressão do jogo, criando uma caixa feita com papelão holler e um tabuleiro impresso em um papel com gramatura 180. A caixa eu lembrava bem, é essencial não só para armazenar tudo que o jogo tem, mas porque usamos ela para jogar o dado!
Como a ideia do presente era ser feito com recursos que eu tinha em casa, peguei um dado de 6 lados e transformei ele em um dado de 4 lados. Acontece que meu jogo tem apenas 9 casas e para ele demorar pelos menos 5 minutos, era preciso dificultar um pouquinho. Também consegui um peão feito na Pitoco, que sempre tem restos de madeira para serem descartadas e deixam eu pegar e usar! Ficou tudo assim:


Espero que tenham gostado de acompanhar a criação do jogo “O castelo abandonado e as capivaras-lobos”. Qualquer hora conto como foi criar a narrativa!







